23 de out. de 2010

São Paulo

Numa tarde chuvosa de maio, as lágrimas da chuva empoçam, nas depressões do frio asfalto da avenida central.
Como espelhos, elas refletem o triste e vazio de nossa cidade, tão solitárias quanto as pessoas as gotas também o são.

E por isso se aglomeram nas irregularidades do piche, uni-vos ó gotas do céu, pois são prantos de sol. Que hoje se apagara.
E refletido nelas estão, pessoas vazias, apressadas, uns para cá e outros para lá. Esquivando-se uma das outras, quase coreografia, daquelas jamais ensaiadas.

E seguem como gotas, sem sol, sem céu, sem perdão e arrebentam-se no chão.

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