E lá vem ele frenético e suave,
com suas asas a girar o mundo ao seu redor,
lindo e inocente meu amigo voador.
A procura do que aqui existiu,
das folhas que lhe inçavam ao vôo.
Tragando das ervas
a vida em essencial de sol e água
transformadas em doce recheio.
Com seu simples e estranho ventre microscópico,
menor que uma moeda, mas onde no mais minúsculo e inimaginável vazio,
nasce a vida.
Na natureza e dela se alimentando.
Fazendo árduo passeio entre os escombros dela,
em meio a nova natureza das coisas.
Continua ele à deriva na transmutação do espaço.
Escondendo seus ovos sobre as falhas da construção.
Sugando a vida entre as flores de plástico
recheadas por olhos atentos,
e mãos caridosas que lhe roubam
a essência de pássaro.
As mesmas mãos que lhe dão a síntese de um néctar,
por simples caridade cristã em agradecimento a sua desnorteante beleza.
E como um anjo desacreditado,
que brinca com as cores inocentemente
pinta um ponto verde no céu azul
e
trás o seu milagre em si.
E de repente transcende.
Só e imperceptível no mundo o pobre beija-flor.
recheadas por olhos atentos,
e mãos caridosas que lhe roubam
a essência de pássaro.
As mesmas mãos que lhe dão a síntese de um néctar,
por simples caridade cristã em agradecimento a sua desnorteante beleza.
E como um anjo desacreditado,
que brinca com as cores inocentemente
pinta um ponto verde no céu azul
e
trás o seu milagre em si.
E de repente transcende.
Só e imperceptível no mundo o pobre beija-flor.
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