21 de set. de 2010

Semiosia.

O inicio começa assim,
sempre com a primeira letra,
nem sempre começa com I.
Depois de umas dúzias de coisas,
a poesia parece sair.
É no papel que ela vai se formar,
a semente que brota no peito,
se dispersa em palavras no ar.
Corre rápido entre as paredes,
já pode tudo figurar.
Carro, vela, pomar,
até as coisas subjetivas,
como o verbo sonhar.
O que seria das imagens,
sem uma palavra pra se enamorar.
oan are arp et raogam aidil
e legível seria um rabiscar.

Um comentário:

Rafael disse...

Muito interessante, meu caro. Uma bela metapoesia, com doses singelas de Drummond e bastante sutileza.