Entre blackouts ela transmuta-se,
os olhos pequenos e rasgados
enegrecem em faces de Julieta
ou embrutecem-se de Al-capone,
perdendo-se as vezes em irreais identidades.
E no rosto sereno e límpido talha expressões indecifráveis,
desnorteando -me, entre sorrisos e sorrisos.
Com os óculos a esconder a essência de tais olhos,
amadurecendo sem perder a simplicidade de quem nada sabe.
E ao acender das luzes torna-se divindade de mil faces,
todas tão belas e misteriosas que depois desaparecem com as luzes.
Afundando na escuridão do tablado de madeira,
derrubando com sutileza suas máscaras
em meio aos aplausos invisíveis,
desmascarada derrama lágrimas de alegria.
E resguarda-se só, com mil mulheres em si
e ao mesmo tempo nenhuma,
na tranqüilidade de seu doce corpo de menina
e simplicidade de flor.
Sedutora e embriagante
que me conquista
com seu beijo de lírio,
branco, doce e alucinante!
Mas com quais bocas?
Eu nem sei!
Um comentário:
Quando ela chora não sei se é dos olhos pra fora.
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