9 de fev. de 2011

Atriz.

Entre blackouts ela transmuta-se,

os olhos pequenos e rasgados

enegrecem em faces de Julieta

ou embrutecem-se de Al-capone,

perdendo-se as vezes em irreais identidades.

E no rosto sereno e límpido talha expressões indecifráveis,

desnorteando -me, entre sorrisos e sorrisos.

Com os óculos a esconder a essência de tais olhos,

amadurecendo sem perder a simplicidade de quem nada sabe.

E ao acender das luzes torna-se divindade de mil faces,

todas tão belas e misteriosas que depois desaparecem com as luzes.

Afundando na escuridão do tablado de madeira,

derrubando com sutileza suas máscaras

em meio aos aplausos invisíveis,

desmascarada derrama lágrimas de alegria.

E resguarda-se só, com mil mulheres em si

e ao mesmo tempo nenhuma,

na tranqüilidade de seu doce corpo de menina

e simplicidade de flor.

Sedutora e embriagante

que me conquista

com seu beijo de lírio,

branco, doce e alucinante!

Mas com quais bocas?

Eu nem sei!

Um comentário:

Danielly Teles disse...

Quando ela chora não sei se é dos olhos pra fora.