20 de nov. de 2010

Sábado a tarde.

Vejo as meninas desfilando pela rua, esquecidas da vida com seus vestidos, longos e puritanos ou os curtos demais, ultima novidade de liberdade.
Cuidado jovens meninas, os meninos brincam nas ruas e um deles possui uma excelente canhota, que canhotinha meu guri!

As divisões do calçamento limitam os seus campos de futbol de concreto, nas sandálias gastas a imagem da trave improvisada.

E a bola pára para que os menino ingênuos observem suas beldades passarem e os deixarem esquecidos, e todos os imaginados primeiros beijos.
Até que de repente a bola canta no ar fazendo uma das meninas gritar assustada. Alguns deles não sabem brincar, não entendem a beleza que tanto amam, e por isso, ah que canhotinha menino! Aposto que vai deixar marcas naquela beleza que não entendes e feres, por amar demais aquilo que não é seu!

E eles riem em meio a desculpas, é o máximo que conseguem fazer, quando aquele sentimento novo e incompreendido surge.

Mas a rua volta a sua normalidade e a bola volta a correr, as meninas passam despercebidas e nunca tomam cuidado com os meninos arteiros e apaixonados.

E assim nasceu um amor infantil.

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